100%

INÉDITO: Câmara rejeita reajuste salarial dos funcionários da Prefeitura

INÉDITO: Câmara rejeita reajuste salarial dos funcionários da Prefeitura Momento da votação do reajuste proposto pelo Executivo
Em sessão atípica e com manifestação de um grupo de funcionários os vereadores rejeitaram a proposta do governo municipal de 2% de reajuste salarial. Os servidores presentes reivindicavam um aumento “justo” em comparação a gratificações recebidas por cargos comissionados.

Com seis votos contrários, um favorável e uma abstenção o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 17/2018 foi rejeitado. Foram contrários os vereadores Ezequiel Lima (PRP), Adriano do Postinho (PRP), Chapéu (PSDB), Danilo Alborghetti (PV), Durva (PV) e Professor Marildo (PSL). O único voto a favor foi de Vartão do Sucatâo (PSB). A vereadora Regina Barrach (MDB) se absteve.

Discussão do Projeto

O primeiro a rejeitar o Projeto de Lei Complementar, ainda na discussão, foi o vereador Chapéu (PSDB) que alegou uma folha de pagamento inchada por administrações anteriores e sua pesquisa junto a funcionários.

O vereador Adriano do Postinho (PRP) cobrou o discurso da campanha eleitoral. “O problema não era dinheiro, o problema era gestão”, falou.

A vereadora Regina Barra (MDB) apresentou dados comparativos referentes aos cargos comissionados e gratificados dos anos 2016 e 2018 e folha de pagamento dos anos de 2012 a 2017, ainda citou a Lei Municipal 3.122 para reajuste salarial de algumas classes como a origem da diferença salarial entre funcionários. “O que foi feito no passado estamos pagando agora. Como uma folha de pagamento salta de R$ 32 milhões em 2012 para R$ 57 milhões em 2016? Em 2017 foi em torno de R$ 56 milhões com economia de mais de R$ 1 milhão de reais”, explicou.

O vereador Professor MariIldo (PSL) defendeu a diminuição de cargos de confiança e criticou as gratificações do Executivo a alguns funcionários municipais e cargos de confiança que o parlamentar julga ser incapaz. “Não tem que comparar a folha (de pagamento) com a folha de ninguém. A administração é nossa, é agora. Nossa administração está pior prefeito”, desabafou.

O vereador Ezequiel Lima (PRP) defendeu uma união de forças em prol da cidade. “Todos estão perdendo. Precisamos olhar para nossa cidade com mais carinho. Todo tem que trabalhar juntos!”, disse. Sobre o reajuste proposto afirmou que “o povo está insatisfeito com essa situação” e também desaprovou o aumento salarial de cargos de confiança e novas contratações e a realização da festa em momento de crise.

Danilo Alborguetti (PV) afirmou ser válida a manifestação do grupo de funcionários e, que mesmo indo contra os seus princípios o momento era de se fazer história. “Concordo que muitas coisas têm que ser melhoradas. Vamos aguardar para o ano que vem se podemos mudar alguma coisa como, por exemplo, o plano de carreira. Estou indo pela voz que vocês estão clamando”, disse.

A vereadora Durva (PV), lembrou que participou da administração passada e que naquela época nunca faltou remédios ou exames além, do ticket da Feira das Nações. “Nunca passei no dia no aumento e nas ruas. Antes se conseguia ultrassom. Antes era uma coisa agora é outra”, disse e finalizou. “Sou totalmente a favor dos funcionários e contra o aumento”, disse.

Mesmo não participando da votação, o presidente Joãozinho da Farmácia (PSDB), na Tribuna da Casa, disse que sua pesquisa junto aos funcionários revelou que a maioria optou pela rejeição provocada por aumentos pontuais para alguns funcionários. Lembrou da campanha eleitoral baseada em valorização do funcionalismo. “Como pode o funcionário ter aumento de 2% e oito ou 10 pessoas o aumento de 40, 30%”, disse. Ele ainda defendeu a igualdade de todos e indagou. “Por que para você 2% e para outros 40, 50 ou 30%?”

O PLC, do Legislativo,  que reajustaria o salário dos servidores  da Câmara Municipal  em 2% foi retirado de pauta.
Protocolos desta Publicação:Criado em: 08/05/2018 - 15:52:12 por: Patrícia Sanchez - Alterado em: 08/05/2018 - 16:09:36 por: Patrícia Sanchez

Notícias

Câmara aprova quatro matérias
Câmara aprova quatro matérias

Lei Complementar que regulamenta distritos industriais; anulação em nome de avenida e revogação da gratificação assiduidade na Câmara

Confira o resumo da sessão legislativa desta segunda-feira (06)